[Resenha] 13 horas – Os soldados secretos de Benghazi, de Mitchell Zuckoff – com a Equipe de Segurança do Anexo

13 Horas
Título: 13 horas – Os soldados secretos de Benghazi
Autor: Mitchel Zuckoff
EAN: 9788528620535
Gênero: Guerra
Páginas: 350
Editora: Bertrand Brasil
Cortesia da editora
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Sinopse:

O best-seller que deu origem ao filme dirigido por Michael Bay

13 Horas apresenta, pela primeira vez, a história real dos acontecimentos de 11 de setembro de 2012, quando terroristas atacaram o Complexo da Missão Especial do Departamento de Estado dos EUA e o Anexo, base da CIA, em Benghazi, na Líbia. Uma equipe de seis soldados lutou bravamente para repelir os agressores e proteger os americanos que lá trabalhavam, indo além de suas obrigações e realizando atos extraordinários de coragem e heroísmo para impedir uma tragédia ainda maior. Este é seu relato pessoal do que aconteceu durante as treze horas do infame atentado. Pondo em pratos limpos o ocorrido em uma noite encoberta por mistério e controvérsia, este livro instigante leva os leitores para dentro da história desses heróis que arriscaram sua vida uns pelos outros, por seus compatriotas e por seu país. Escrito por Mitchell Zuckoff, autor best-seller do New York Times, 13 Horas é uma obra atordoante que fará o leitor arregalar os olhos – e, o mais importante, é a verdade. A história sobre o que enfrentaram aqueles homens – e a grandeza do que realizaram – é inesquecível.

Resenha:

O livro 13 horas – Os Soldados secretos de Benghazi que deu origem ao filme lançado dia 4 de fevereiro de 2016 aqui no Brasil, conta detalhadamente todo o processo que envolveu uma equipe de seis soldados  que defenderam bravamente o Complexo da Missão Especial do Departamento de Estado dos EUA e a base da CIA em um país considerado como mais perigoso do mundo – Benghazi – Líbia, contando com a participação de cinco desses prestadores de serviços Mitchell Zuckoff nos conta detalhes dessa missão que com certeza marcou fundo cada combatente e envolvidos no dia 11 e 12 de setembro de 2012.

A obra é  baseada em fatos reais, alguns nomes foram trocados ou omitidos por motivos de privacidade e segurança, mas cada informação dada aqui é verídica.

O autor conseguiu captar a essência de cada acontecimento, tanto dos relatos como da personalidade de cada operador, a cada página tive a impressão que o autor estava dentro do complexo vivendo toda  tensão, perigo e adrenalina ao lado desses homens-guerreiros que fizeram a diferença, que lutaram com garra, determinação e coragem por amor ao seu país e ao próximo.

Algumas perdas aconteceram, e enquanto alguns homens buscavam pelo embaixador Christopher Stevens – que havia  solicitado várias vezes segurança extra para o complexo e que  foram negadas – fato revoltante, os operadores viviam um verdadeiro pandemônio para proteger os demais americanos no complexo. Muita tensão e perigo desde o primeiro ataque até o momento de se retirarem de Benghazi.

O narrativa não faz acusações, não cria heróis, nem faz duras críticas, mas perante fatos vividos e relatados por cada envolvido chegamos à nossa própria conclusão, como existem fotos de todo complexo, nota-se o quanto o mesmo era frágil e depois de tantos pedidos de segurança extra negados  e dos operadores precisarem contar com milícias libanesas que deixavam sempre uma enorme dúvida com relação a isso – aliado ou inimigo? Não tem como não pensar sobre tudo isso, e dentro da minha cabeça passei a listar alguns culpados…

O livro ao mesmo tempo que foi tenso conseguiu me arrancar admiração por esse grupo de “operadores”,  me emocionou e me fez pensar o quanto cada um deu tudo de si, colocando em primeiro lugar seu trabalho e o dever, mesmo não esquecendo suas famílias e desejando voltarem ilesos para seus entes queridos estavam lá prontos e corajosos em um país hostil, em um confronto sangrento.

Terminei a leitura com um aperto no coração e angustiada por saber o que cada um desses heróis passou e estava sentindo no momento que entrou no avião de resgate. Causou-me revolta saber que por não serem funcionários da CIA e nem militares da ativa foram considerados “inelegíveis” a condecorações ainda mais altas, e alguns funcionários que sequer deram um tiro em defesa das aproximadas vinte vidas salvas por esses guerreiros foram os que receberam maiores recompensas. Absurdo e injusto!!

13 horas é um livro marcante e inesquecível, um livro rico em detalhes, realidade crua e impactante.

Uma leitura memorável.

Recomendo.

No final contamos com um índice remissivo – uma lista dos acontecimentos, uma nota extensa sobre as fontes, e uma bibliografia selecionada.

Uma obra completa.

A capa é linda, a edição está perfeita e ilustrada. A editora Bertrand Brasil está de parabéns.

 

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